Caminho oscilante equilibrando-me
sobre este longo fio que se forma ao caminhar,
A certeza de para onde
vou poucas vezes se mostrou nas agulhas tecelãs.
Inerte em pensamentos
mal enxergo meus passos, mas de alguma maneira sigo.
Teço entre as nuvens meu
fio e observo como as formas mudam perante meus olhos... ora aquelas que são
flor viram tufão. Ora as que existem longe como um desejo, se fazem arco-íris
perante meus olhos e quase posso tocá-las.
Em frente, a tempestade se forma bela e intransigente, mas hei de atravessar o mais negro céu cheio de trovões e relâmpagos que passam pertinho, só para ver o céu que está depois.
Em frente, a tempestade se forma bela e intransigente, mas hei de atravessar o mais negro céu cheio de trovões e relâmpagos que passam pertinho, só para ver o céu que está depois.
Diz o poeta que andando
com fé nada poderá faltar, mas faço a minha fé transformar-se em imaginação e entre
as palavras e pensamentos formo nuvens.
O difícil nunca foi
materializá-las em tempestades, mas fazê-las desaparecer quando começam a
lançar seus ventos e desequilibrar meus passos neste fino fio.
Sem
exatas intenções, outros equilibristas cruzam seus fios com o meu, alguns me
dizem para olhar pra baixo e pensar na altura. Porém minha dúvida é se existe
um céu depois deste.
O chão sempre me pareceu limitado demais pra quem pode tecer o fio às alturas.
Para conceber as verdades por mim descobertas, quero conhecer as curvas das nuvens com meus dedos. No perfume da água quero embriagar meus sentidos.
Enquanto os astros me dizem a direção, sempre o nascente inocente às costas.
O poeta presente em mim faz-se contente quando o sol se poe e rasga o céu com suas cores lindas traçando o caminho ante meus pés.
É o meu sentir ganhando sentido.
Lá na frente o tempo, velho amigo, corre solto apressando-me.
Quanto mais tento alcançá-lo, mais rápido ele avança rindo de mim.
Sinto o cheiro de chuva, banho-me em tempestades, me aqueço aos primeiros raios de luz enquanto faço carinho nos carneirinhos que o dia traz consigo para enfeitar o céu azul.
Um caminhante do ar. Comigo, só o tempo e as frescas nuvens que molham meu rosto ao passar, minha vida é sentir o fio para não cair, é ousar os passos mais arriscados para viver mais. Eu sou imaginação convertida em vontade, sou o que desafia a gravidade das coisas, sou o que caminha no fio, o equilibrista.
O chão sempre me pareceu limitado demais pra quem pode tecer o fio às alturas.
Para conceber as verdades por mim descobertas, quero conhecer as curvas das nuvens com meus dedos. No perfume da água quero embriagar meus sentidos.
Enquanto os astros me dizem a direção, sempre o nascente inocente às costas.
O poeta presente em mim faz-se contente quando o sol se poe e rasga o céu com suas cores lindas traçando o caminho ante meus pés.
É o meu sentir ganhando sentido.
Lá na frente o tempo, velho amigo, corre solto apressando-me.
Quanto mais tento alcançá-lo, mais rápido ele avança rindo de mim.
Sinto o cheiro de chuva, banho-me em tempestades, me aqueço aos primeiros raios de luz enquanto faço carinho nos carneirinhos que o dia traz consigo para enfeitar o céu azul.
Um caminhante do ar. Comigo, só o tempo e as frescas nuvens que molham meu rosto ao passar, minha vida é sentir o fio para não cair, é ousar os passos mais arriscados para viver mais. Eu sou imaginação convertida em vontade, sou o que desafia a gravidade das coisas, sou o que caminha no fio, o equilibrista.