segunda-feira, 9 de julho de 2012
O presente
Faz anos que o caminhante anda pelo mundo,
Cruzando caminhos, cruzando vidas,
Encontrando outros errantes
Nas múltiplas existências que a vida permite.
Há tempo ele busca alguma terra,
Algum lugar pra chamar de casa.
Alguém pra dar tempero e cor aos seus passos.
Calos, bolhas e cicatrizes marcaram o caminho
e depois de tudo ele retorna ao princípio.
Inspirado em recomeçar.
Súbito, eis que surge um sorriso,
Um brilho de luz que não vinha do Sol,
Possuía luz própria.
Como um inseto inebriado, apaixonado,
O caminhante se entrega,
Se joga nesse abismo luminoso sabendo que voar é possível.
A plena sensação de flutuar numa corrente de ar ascendente
e ao mesmo tempo sentir os pés enraizando fundo numa terra boa.
Feliz, de mãos dadas a caminhar
Ele pisa suave,
mas seus passos são mais firmes do que nunca.
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